Requisições Concorrentes ao Objeto Session

Imagine que você possua uma aplicação ASP.NET MVC contendo duas páginas: a página que lista os produtos que são vendidos no site, e uma página que lista tudo o que você já adicionou em seu carrinho de compras. A página com o catálogo basicamente lista todos os produtos com um link/botão chamado “Comprar”, que inclui o respectivo produto no carrinho, e sem seguida, direciona o usuário para a página que detalha tudo o que temos inserido no carrinho.

Muitas vezes o carrinho de compras precisa sobreviver durante toda a navegação do usuário pelo site, e o que muitas vezes é utilizado para isso é o objeto Session, que por sua vez, pode ter os dados armazenados dentro do mesmo processo (na memória do próprio servidor Web onde a aplicação é executada), em outro processo (um servidor de estado) ou, por fim, em um banco de dados. Transformando isso tudo em código, teríamos algo como:

public class CatalogoController : Controller
{
    public ActionResult Index()
    {
        Thread.Sleep(5000);

        return View();
    }
}

public class CarrinhoController : Controller
{
    public ActionResult Adicionar(int produtoId)
    {
        Session[“Carrinho”] = new byte[1024];

        return View();
    }
}

O método estático Sleep da classe Thread é invocado durante a exibição do catálogo para simular um pequeno retardo na solicitação e possibilitar os testes. Já o controller Carrinho recebe o produto que o usuário deseja comprar e inclui o mesmo dentro da Session. Como sabemos, a Session é habilitada por padrão em projetos ASP.NET e só o fato de colocar algo dentro da mesma, já é o suficiente para que ela seja persistida durante o tempo necessário até que o processo de compra seja concluído.

Quando você decide, pela primeira vez, acessar o objeto Session, o ASP.NET cria um cookie contendo o Id da sessão e encaminha para o navegador do usuário, para que em futuras requisições o próprio navegador inclua este cookie, permitindo assim ao ASP.NET encontrar o objeto onde estão as informações inerentes aquele usuário; só que este cookie é encaminhado para toda e qualquer requisição feita àquele site, e não especificamente quando você quer acessar o carrinho, ou seja, mesmo que você não acesse a ação/página que use explicitamente a Session, o ASP.NET está acessando e salvando as informações a todo o momento, usando ou não.

Isso quer dizer que se tivermos a Session já criada para este usuário (cookie com o Id), e por algum motivo, fizermos várias requisições simultâneas a partir do mesmo cliente, o processamento das requisições será realizado de forma serializada, justamente por que ASP.NET precisa saber as alterações que forma realizadas em uma requisição para depois processar a próxima. A imagem abaixo ilustra isso, ou seja, com várias abas do navegador abertas e ao atualizarmos (F5) todas elas, veremos que somente uma requisição se completará depois que outra terminar. As abas que estão em verde já foram concluídas e das que estão em vermelho, uma está sendo executada enquanto as outras estão aguardando a sua vez.

Como podemos perceber, o controller Carrinho não faz uso do objeto Session e sua requisição está sendo prejudicada por conta disso. Como forma de otimização, podemos dizer explicitamente ao ASP.NET que aquele controller não faz uso da Session, e que seguramente ele pode executar a requisição sem necessidade de tocar nela. E para indicar isso ao ASP.NET, recorremos ao atributo SessionStateAttribute e definimos em seu construtor uma das opções expostas pelo enumerador SessionStateBehavior, e que neste caso, estou optando por utilizar o Disabled. ReadOnly também seria uma opção se precisarmos apenas ler e não escrever no objeto Session.

[SessionState(System.Web.SessionState.SessionStateBehavior.Disabled)]
public class CatalogoController : Controller
{
    //…
}

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Tracking/Auditoria através do atributo ping

Em algumas situações precisamos, de alguma forma, catalogar as seções que são acessadas em uma aplicação Web para fins de auditoria ou até mesmo log de segurança. Uma técnica que é comumente utilizada é ter uma página ou ação que receba toda a demanda para qualquer link que se clique, e a partir de parâmetros que são colocadas em querystrings, este centralizador será capaz de realizar o log, e em seguida, redirecionar o usuário para a página solicitada.

Podemos eleger uma ação que será a centralizadora e todos os links serão renderizados apontando para ela incluindo o parâmetro o caminho da ação real a ser executada. No exemplo abaixo, o método responsável para fazer tudo isso será o RedirectUser.

public class TesteController : Controller
{
    public ActionResult Index()
    {
        return View();
    }

    public ActionResult Executar()
    {
        return View();
    }

    public ActionResult RedirectUser(string path)
    {
        //realiza o log

        return Redirect(path);
    }
}

Se acompanharmos o fluxo através de algum monitor de tráfego HTTP, veremos o redirecionamento sendo realizado. Vale lembrar que os redirecionamentos que estão sendo feitos aqui são realizados pelo navegados, exigindo o round-trip (código 302) entre o cliente e o serviço. Esse round-trip pode ser visualizado na imagem abaixo, através do ícone branco que está no segundo item da listagem.

Para facilitar estes cenários, o HTML 5 introduziu um novo atributo no elemetro <a /> chamando ping. Enquanto o atributo href deve ser o link de destino para o recurso desejado, o atributo ping servirá para apontar a ação que será utilizada para realizar o log quando o usuário clicar no respectivo link. A finalidade deste log vai ser, de fato, apenas catalogar o clique sem a necessidade de redirecionar o usuário para o local desejado/solicitado. Abaixo o exemplo de como configurar este atributo:

<a ping=”/Teste/Log” href=”/Teste/Executar”>Executar</a>

A imagem abaixo ilustra o procedimento em execução, postando assincronamente para o método Log enquanto também já encaminha o usuário para o destino clicado.

O interessante é que é realizado um POST para o método Log, incluindo várias informações extremamente relevantes, tais como a origem e o destino do ping, que podem ser capturadas pela ação de log para catalogar as informações das seções que foram solicitadas/acessadas. Abaixo temos as mensagens extraídas do Fiddler contendo os headers que foram enviados para o método Log neste exemplo, que faz uso também de um novo MIME que é o text/ping. O ponto negativo é que nem todos os navegadores implementaram este recurso. Infelizmente ele está somente implementando no Chrome e no Safari. Já há uma requisição aberta para que o time do Internet Explorer faça a adequação para suportar este atributo.

[ Requisição ]

POST http://localhost:17479/Teste/Log HTTP/1.1
Host: localhost:17479
Connection: keep-alive
Content-Length: 4
Cache-Control: max-age=0
Origin: null
Ping-From: http://localhost:17479/Teste/Index
User-Agent: Mozilla/5.0 (Windows NT 6.3; WOW64) AppleWebKit/537.36 (KHTML, like Gecko) Chrome/33.0.1750.117 Safari/537.36
Ping-To: http://localhost:17479/Teste/Executar
Content-Type: text/ping
Accept: */*
Accept-Encoding: gzip,deflate,sdch
Accept-Language: pt-BR,pt;q=0.8,en-US;q=0.6,en;q=0.4

PING

[ Resposta ]

HTTP/1.1 200 OK
Cache-Control: private
Server: Microsoft-IIS/8.0
X-AspNetMvc-Version: 5.0
X-AspNet-Version: 4.0.30319
X-SourceFiles: =?UTF-8?B?QzpcVXNlcnNcSXNyYWVsXERlc2t0b3BcV2ViQXBwbGljYXRpb24xXFdlYkFwcGxpY2F0aW9uMVxUZXN0ZVxMb2c=?=
X-Powered-By: ASP.NET
Date: Wed, 26 Feb 2014 02:01:12 GMT
Content-Length: 0

Introdução ao ASP.NET Web API – Segunda Edição

Este e-Book tem a finalidade de introduzir a tecnologia ASP.NET Web API, abordando desde a sua estrutura, arquitetura até as suas principais funcionalidades e utilizações. De uma forma bastante simples, tentei resumir os principais itens, com exemplos práticos de utilização, que podem ser transcritos para um projeto no Visual Studio e executá-los.

Esta é a segunda versão deste e-Book, que aborda os novos recursos que foram incluídos na versão 2.1 do ASP.NET Web API. Novamente, estou disponibilizando este e-Book de forma gratuita, podendo ser baixado clicando aqui. Use-o como quiser. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, por favor, entre em contato através da seção “Contato” deste site.

Hospedando o ASP.NET Web API no OWIN

Há algum tempo a comunidade criou uma especificação chamada OWIN (Open Web Interface for .NET), que convencionou uma camada de abstração entre os servidores web (por exemplo, o IIS) e os frameworks para desenvolvimento de aplicações Web, desacoplando um do outro e assim facilitando a portabilidade de aplicações entre os mais diversos modelos de servidores web e/ou sistemas operacionais, bem como a fácil criação e integração de novos componentes que não devem ser dependentes do servidor web onde eles estão sendo executados.

Com este modelo já bem difundido, a Microsoft criou um projeto chamado Katana, que nada mais é que uma implementação desta especificação. Até pouco tempo atrás, os projetos ASP.NET dependiam da biblioteca System.Web.dll (parte do .NET Framework), e que esta possuia forte dependência do IIS, fazendo com que as aplicações ASP.NET serem, obrigatoriamente, hospedadas lá. Aos poucos, os projetos ASP.NET (MVC, Web API, SignalR, etc.) foram se “livrando” da dependência desta DLL, possibilitando assim que estes projetos sejam construídos e levados para serem executados em qualquer ambiente.

Para fazer uso do OWIN em conjunto com o ASP.NET Web API é bem simples graças a sua estrutura enxuta e simplista, que combinado com algumas estensões (do C#), resume a configuração em poucas linhas de código e, consequentemente, já torna a aplicação independente do hosting onde ela está sendo executada. O primeiro passo para criar uma aplicação console (self-hosting) capaz de hospedar uma Web API é instalar o pacote, via Nuget, chamado Microsoft.AspNet.WebApi.OwinSelfHost. Ao instalar, várias DLLs são baixadas e podemos visualizar isso através das referências que foram realizadas no projeto.

O ponto de entrada para a configuração é a criação de uma classe com um método público chamado Configuration, que recebe como parâmetro um objeto que implemente a interface IAppBuilder (OWIN), e via Reflection, ele será acessado pelo runtime. É no interior deste método que faremos a configuração necessária para que as APIs Web funcionem, e como sabemos, toda a configuração para o ASP.NET Web API é concentrada na classe HttpConfiguration. Depois de devidamente configurado, devemos recorrer ao método Use[XXX], exposto através da interface IAppBuilder, que adiciona um componente (conhecido como middleware) no pipeline para execução.

public class Startup
{
    public void Configuration(IAppBuilder app)
    {
        var config = new HttpConfiguration();

        config.Routes.MapHttpRoute(“Default”, “{controller}”);

        app.UseWebApi(config);
    }
}

Depois da classe de configuração criada, temos que recorrer à classe estática WebApp que através do método Start, recebe como parâmetro genérico o tipo da classe que servirá como responsável pela configuração e pelo pipeline de execução, e também temos que informar a URL em que a Web API ficará disponível/acessível.

using (WebApp.Start<Startup>(“http://localhost:8080&#8221;))
{
    Console.WriteLine(“Iniciado”);
    Console.ReadLine();
}

E como vimos na imagem acima, dentro deste projeto também temos uma classe chamada ClientesController (que herda de ApiController) que contém os métodos que recebem e retornam clientes, e quando acessado por alguma aplicação, o resultado é devolvido conforme esperamos, sem qualquer diferença quando comparado à hospedagem no IIS.

Tratamento e Log Global de Exceções – ASP.NET Web API

Para todo e qualquer tipo de aplicação, uma necessidade que temos é a captura dos erros não tratados pela aplicação e o log destes, para que seja possível a depuração e análise depois que o problema acontecesse, sendo necessário incluir o máximo de informações relevantes para essa apuração.

Apesar de existir algumas técnicas já bastante conhecidas no ASP.NET, a versão 2.1 do ASP.NET Web API, a Microsoft criou um novo namespace chamado System.Web.Http.ExceptionHandling e colocou ali alguns recursos específicos para a interceptação e log das exceções disparadas e não tratadas em qualquer nível da API, ou seja, tanto para as exceções que ocorrem no interior do código dos controllers, bem como os códigos de infraestrutura (formatadores, handlers, etc.).

Para utilizar este serviço de log, devemos recorrer à interface IExceptionLogger, que define um único método chamado LogAsync, que como o próprio nome sugere, já traz suporte para realizar esta tarefa de forma assíncrona, passando como parâmetro para ele uma instância da classe ExceptionLoggerContext, qual contém toda informação pertinente ao problema que ocorreu e onde ocorreu (ExceptionContext). Para facilitar as implementações, também já existe uma classe chamada ExceptionLogger, que implementa esta interface define um método chamado Log, que é onde customizeremos o log da exceção que ocorreu.

Para exemplificar, o código abaixo captura a exceção que ocorreu e armazena em um arquivo texto toda a stack trace. Só que criar a classe não é suficiente, pois precisamos acoplá-la à exceção, e para isso, devemos recorrer novamente ao arquivo Global.asax, que está logo no próximo trecho de código.

public class ExceptionTextLogger : ExceptionLogger
{
    private readonly string filePath;

    public ExceptionTextLogger(string filePath)
    {
        this.filePath = filePath;
    }

    public override void Log(ExceptionLoggerContext context)
    {
        File.AppendAllText(filePath, context.Exception.ToString());
    }
}

config.Services.Add(typeof(IExceptionLogger), 
    new ExceptionTextLogger(@”C:TempLog.txt”));

Quando as exceções ocorrem, lembrando que não são somente aquelas exceções referentes ao código que escrevemos no interior da API, mas incluem também os erros que ocorrem dentro das partes referente à infraestrutura, todos eles são repassados para os loggers configurados na aplicação.

Depois que o log é realizado, entra em cena um novo recurso chamado de exception handler. Este recurso que a Microsoft criou nos permitirá avaliar o erro que ocorreu e determinar se a exceção deverá ou não ser disparada. Caso o handler opte por não tratar o erro que ocorreu, a exceção será lançada. Aqui é feito o uso da classe ExceptionDispatchInfo, que captura o contexto onde ocorreu a exceção e posterga o disparo até que o handler faça a análise da mesma.

Seguindo a mesma estrutura do logger, temos uma interface chamada IExceptionHandler que fornece um método assíncrono chamado HandleAsync, recebendo como parâmetro uma classe chamada ExceptionHandlerContext, que informa os detalhes sobre o problema ocorrido através da propriedade ExceptionContext. E, novamente, temos uma classe base chamada ExceptionHandler com a implementação básica da interface IExceptionHandler, qual já podemos utilizar em nosso código:

public class ExceptionMessageHandler : ExceptionHandler
{
    public override void Handle(ExceptionHandlerContext context)
    {
        if (context.Exception is BusinessException)
            context.Result = new BusinessBadRequest(context);
    }

    private class BusinessBadRequest : IHttpActionResult
    {
        private readonly ExceptionHandlerContext exceptionContext;

        public BusinessBadRequest(ExceptionHandlerContext exceptionContext)
        {
            this.exceptionContext = exceptionContext;
        }

        public Task<HttpResponseMessage> ExecuteAsync(CancellationToken cancellationToken)
        {
            return Task.FromResult(
                this.exceptionContext.Request.CreateErrorResponse(
                    HttpStatusCode.BadRequest, 
                    new HttpError(this.exceptionContext.Exception, true)));
        }
    }
}

O código acima implementa o método Handle e avalia se a exceção que ocorreu foi do tipo BusinessException. Caso tenha sido, ele cria uma mensagem de retorno específica, atribuindo à propriedade Result. Caso essa propriedade não seja abastecida (no nosso caso, se não for uma BusinessException), então o ASP.NET Web API irá disparar o erro. E, finalmente, para colocá-lo em execução, vamos recorrer ao arquivo Global.asax:

config.Services.Replace(typeof(IExceptionHandler), new BusinessExceptionHandler());

Suporte à BSON no ASP.NET Web API

Já há algum tempo trabalhamos com o formato JSON por ser mais leve e menos verboso quando comparado ao XML, e em tempos onde aplicativos Web estão cada vez mais em evidência, acaba sendo um formato mais simples de lidar quando a manipulação acontecerá através de uma linguagem como o Javascript.

Enquanto as informações retornadas são apenas dados simples (strings, inteiros, decimais, etc.), na maioria das vezes, tudo funciona como esperado, ou seja, com uma boa performance e um conteúdo bem enxuto é trafegado entre as partes (cliente e servidor). O problema começa a acontecer quando precisamos, de alguma forma, retornar informações mais complexas e pesadas, tais como uma informação binária, e aqui, podemos incluir qualquer tipo delas, como por exemplo, uma imagem.

Eis que entra em cena um formato chamado de BSON (Binary JSON), que é uma variação do JSON mas que tem como finalidade serializar as informações em formato binário, otimizando este tipo de conteúdo para trafegar de forma mais reduzida e, consequentemente, mais rápida. Pelo fato de tipos numéricos serem codificados como números e não como strings, a codificação e decodificação é mais eficiente, e além disso, conteúdos binários não precisam ser codificados em Base64, que torna o tamanho da mensagem muito maior do que o normal.

A partir da versão 2.1 do ASP.NET Web API, a Microsoft incluiu um novo formatador chamado BsonMediaTypeFormatter, que pode ser utilizado tanto do lado do servidor quanto do lado do cliente (através do HttpClient), que encapsula a serialização neste formato. Para fazer uso deste novo formatador do lado do servidor, basta acoplá-lo à coleção de formatadores do ASP.NET Web API, através da configuração que está no arquivo Global.asax:

public static class WebApiConfig
{
public static void Register(HttpConfiguration config)
{
//…

config.Formatters.Add(new BsonMediaTypeFormatter());
}
}

Este formatador opera através do mime type application/bson, e através da negociação de conteúdo que o ASP.NET Web API já suporta, ele acaba sendo capaz de gerar o resultado no formato escolhido pelo cliente. Para que seja possível perceber a sua funcionalidade, vamos recorrer à um exemplo que retorna uma imagem (através de um array de bytes) e poderemos visualizar a diferença entre os resultados que são retornados para o cliente através das imagens extraídas do Fiddler. Note que a primeira imagem utiliza JSON e a segunda BSON, que por sua vez, tem uma melhora de cerca de 25%.

aspnet_intern.exe

É comum termos aplicações ASP.NET que fazem uso de uma mesma DLL, como por exemplo, NHibernate, log4Net, etc., e além destas, há também aplicações que consomem uma DLL que é criada para uso exclusivo, para uma empresa reutilizar alguns recursos em diversas de suas aplicações.

Quando há diversas aplicações que consomem a mesma DLL, ela deve estar fisicamente em todos os diretórios (bin) de suas respectivas aplicações, obrigando o sistema operacional a ler, carregar e manter separadamente cada uma dessas DLLs, ocupando memória RAM desnecessária, afinal, trata-se exatamente da mesma DLL para todas as aplicações.

O utilitário, tema deste post, tem a finalidade de diminuir a quantidade de RAM que é utilizada, centralizando as DLLs que são consumidas por várias aplicações em um local, e uma vez que ela está carregada, todas as aplicações fazem uso dela, sem a necessidade de cada aplicação fazer o mesmo (carregamento) para si, mantendo em memória uma única DLL. Fisicamente falando, esta DLL também deverá estar separada dos diretórios virtuais das aplicações, ou seja, cada site ainda manterá a sua própria cópia da DLL localmente (diretório bin), mas ao rodar o utilitário, vamos copiar estas DLLs que são candidatas à serem compartilhadas para um outro diretório a nossa escolha.

aspnet_intern.exe
-mode exec
-sourcedir “C:WindowsMicrosoft.NETFramework64v4.0.30319Temporary ASP.NET Files”
-interndir C:Common

Local: C:Program Files(86)Microsoft SDKsWindowsv8.1AbinNETFX 4.5.1 Tools

Ao rodar este utilitário ele sai em busca de DLLs que estão sendo utilizadas por, no mínimo, três aplicações e separa todas elas no diretório especificado no atributo -interndir. Mas é importante dizer que esse número mínimo pode ser configurado através do atributo -minrefcount. Ao rodar esse utilitário ele faz uma varredura, sugere e/ou adiciona as DLLs no diretório compartilhado, e inclui nas aplicações (dentro do diretório Temporary ASP.NET Files) o link para esta DLL, agora, compartilhada.

É importante dizer que na medida em que novas aplicações vão sendo instaladas neste servidor, pode ser com que elas façam uso das mesmas DLLs já compartilhadas ou trazerem novas DLLs, mas não farão uso daquelas que já estão compartilhadas. Para evitar isso e garantir a reutilização, basta rodar este utilitário periodicamente ou, no mínimo, quando novas aplicações forem instaladas no servidor web.

Particionando o Resultado no ASP.NET Web API

Via de regra, quando fazemos a requisição para algum recurso, ele retorna todo o conteúdo para cliente que solicitou. Enquanto estamos considerando simples porções de dados, não há muito problema em sempre retornar toda a informação sempre que solicitada. O problema pode ocorrer quando estamos retornando uma quantidade considerável de informação em resposta a requisição solicitada. Se durante a transmissão desta grande quantidade de informação a conexão, por algum motivo, for abortada, toda a informação se perde e será necessário recomeçar.

O protocolo HTTP contempla uma funcionalidade chamada de byte serving, que é um processo que faz o particionamento do resultado, enviando uma pequena porção de informação para o cliente, que por sua vez, pode controlar exatamente o que está sendo recebido, e com isso, poderá solicitar ao serviço a parte que ele ainda não tenha, evitando recomeçar do zero. Para formalizar esse tipo de comunicação, o protocolo HTTP faz uso de três headers: Range (requisições), Accept-Ranges e Content-Range (respostas).

Para exemplificar, vamos considerar que queremos fazer uma requisição para uma API que retorna o conteúdo de um arquivo texto, que possui a seguinte informação: 11223344556677889900. Quando o cliente realizar a requisição, ele deverá informar através do header Range a quantidade (em bytes) que ele quer que seja retornado. Ao atender a requisição, o serviço deverá ser capaz de capturar o arquivo em questão e particionar o conteúdo, para servir ao cliente somente o trecho que ele está solicitando. O serviço deverá responder com o status 206 (Partial Content), incluindo o header Content-Range, onde teremos o intervalo (dos dados) que está sendo disponibilizado e também a quantidade total que o conteúdo (o arquivo) possui. Vale lembrar que a propriedade Content-Length sempre refletirá a quantidade de dados que está sendo devolvido no corpo da mensagem e nunca o tamanho total do recurso (do arquivo) que está sendo utilizado.

O header Range deve definir a unidade e o intervalo que será utilizada para calcular a porção de informação que será devolvida. Note nos logs abaixo que está a requisição e sua respectiva resposta. A requisição sempre define o intervalo, e a resposta ratifica o intervalo extraído, contemplando também o tamanho total, para que o cliente possa criar o mecanismo de extração enquanto não recepcionar o conteúdo na íntegra, podendo inclusive criar mecanismos para pausar o download. O que também chama atenção é na última requisição, que apenas colocamos 13- para identificar que queremos o intervalo entre o byte 13 até o final do conteúdo.

—————————————————–

GET http://localhost:4918/api/Files/Download HTTP/1.1
Host: localhost:4918
Range: bytes=0-7

HTTP/1.1 206 Partial Content
Content-Length: 8
Content-Type: text/txt
Content-Range: bytes 0-7/23

11223

—————————————————–

GET http://localhost:4918/api/Files/Download HTTP/1.1
Host: localhost:4918
Range: bytes=8-12

HTTP/1.1 206 Partial Content
Content-Length: 5
Content-Type: text/txt
Content-Range: bytes 8-12/23

34455

—————————————————–

GET http://localhost:4918/api/Files/Download HTTP/1.1
Host: localhost:4918
Range: bytes=13-

HTTP/1.1 206 Partial Content
Content-Length: 10
Content-Type: text/txt
Content-Range: bytes 13-22/23

6677889900

—————————————————–

A implementação por parte da API não é tão complexa. Basta recorrermos à classe ByteRangeStreamContent, que faz toda a mágica para particionar e devolver somente o que foi solicitado. Obviamente que esta classe recebe como parâmetro um Stream contendo o conteúdo (que pode ser uma imagem, um arquivo texto, etc.) e o intervalo solicitado que pode (e deve) ser extraído da requisição, mas não há necessidade de realizar qualquer cálculo manual, pois de posse do header Range, ela será capaz de realizar todo o procedimento.

public class FilesController : ApiController
{
    [HttpGet]
    public HttpResponseMessage Download()
    {
        return new HttpResponseMessage(HttpStatusCode.PartialContent)
        {
            Content = new ByteRangeStreamContent(
                new FileStream(“Dados.txt”, FileMode.Open, FileAccess.Read),
                    this.Request.Headers.Range,
                    “text/txt”)
        };
    }
}

Processamento em Batch no ASP.NET Web API

Quando trabalhamos com serviços baseados em HTTP, ele são baseados em um modelo de requisição e resposta, ou seja, para cada solicitação que fazemos ao serviço, ele retorna uma resposta contendo o status ou o resultado da sua solicitação. E ainda falando especificamente sobre o protocolo HTTP, a cada mensagem trocada (na requisição ou na resposta), ela contém um cabeçalho e o corpo da mensagem. O cabeçalho é apenas um dicionário de chave e valor, com informações contextuais e o corpo da mensagem é opcional e pode trazer dados que estão sendo postados ou retornados, serializados em um formato específico.

Independentemente do que esteja dentro da requisição ou da resposta, tudo isso é computado como dados que estão sendo trafegados entre o cliente o serviço, e quando estamos em um ambiente onde o custo da rede é significativo (tanto em termos de performance quanto de custo (se estivermos falando em plano de dados de alguma operadora celular)) podemos ter surpresas durante o funcionamento da aplicação que o consome.

Para tentar reduzir isso, a Microsoft implementou no ASP.NET Web API 2 a possibilidade de realizar requisições em batch. A finalidade desta funcionalidade é basicamente permitir ao cliente empacotar múltiplas requisições em apenas uma, enviar ao serviço que o receberá e entregará as várias requisições para suas respectivas ações (métodos). Depois de processado, o resultado que é devolvido ao cliente também será um outro pacote, contendo o resultado para cada uma das requisições enviadas e processadas. Ambas bibliotecas do ASP.NET Web API (cliente e serviço) já estão preparadas para interagir com este tipo de serviço.

Para exemplificar, vamos utilizar uma API que já está disponível ao criar um projeto ASP.NET Web API: ValuesController. Vou omitir a implementação por questões de espaço, mas o que cada método faz é manipular a coleção estática chamada dados que está declarada no interior desta classe.

public class ValuesController : ApiController
{
    private static List<string> dados = new List<string>();

    public IEnumerable<string> Get() { }

    public string Get(int id) { }

    public void Post([FromBody]string value) { }

    public void Put(int id, [FromBody]string value) { }

    public void Delete(int id) { }
}

O primeiro passo é configurar o serviço para que ele aceite requisições em batch. Tudo começa com a inclusão de um rota que receberá este tipo especial de requisição. E para isso vamos recorrer ao método MapHttpBatchRoute, definindo como handler o DefaultHttpBatchHandler. É este handler, que recebe como parâmetro a instância do HttpServer que ele utilizará para tratar e processar as mensagens internamente, gerando os respectivos resultados e devolvendo para o cliente.

public static class WebApiConfig
{
    public static void Register(HttpConfiguration config)
    {
        config.Routes.MapHttpBatchRoute(
            “BatchApi”,
            “api/batch”,
            new DefaultHttpBatchHandler(GlobalConfiguration.DefaultServer));

        config.Routes.MapHttpRoute(
            name: “DefaultApi”,
            routeTemplate: “api/{controller}/{id}”,
            defaults: new { id = RouteParameter.Optional });
    }
}

Uma preocupação que é sempre levantanda com tudo que é processado em batch, é a sequência em que isso é feito. Por padrão, o DefaultHttpBatchHandler utiliza o modelo sequencial, que como o prório nome sugere, executa as requisições na mesma ordem em que elas foram empacotadas, sendo que ele somente processará a requisições seguinte depois que a anterior finalizar. Caso a ordem não seja relevante para o processamento das requisições, então podemos configurar o handler para realizar o processamento de forma não sequencial e, consequentemente, de forma assíncrona. Para isso, basta recorrer à propriedade ExecutionOrder, escolhendo uma das opções expostas pelo enumerador BatchExecutionOrder:

config.Routes.MapHttpBatchRoute(
    “BatchApi”,
    “api/batch”,
    new DefaultHttpBatchHandler(GlobalConfiguration.DefaultServer)
    {
        ExecutionOrder = BatchExecutionOrder.NonSequential
    });

Com isso o serviço está pronto para receber requisições em batch. Agora compente aos clientes também se ajustarem para conseguir enviar e receber requisições neste formato. Como já foi mencionado acima, a biblioteca do ASP.NET Web API para consumo de serviços HTTP já possui suporte para isso. A implementação deste recurso foi baseada no tipo de conteúdo conhecido como multipart, que é quando um ou mais conjuntos de dados são combinados em um único body. Assim como uma mensagem HTTP é composta por um cabeçalho, uma linha em branco como separador e um corpo, cada conjunto de dados do multipart (denominado body parts) tem um cabeçalho, uma linha em branco e um corpo. Cada uma dessas partes também possui uma espécie de chave (boundary) que é utilizado para associar essas partes.

O uso por parte do cliente consiste instanciar a classe MultipartContent e adicionar nela as partes, que neste caso são requisições para um mesmo serviço/API. A classe HttpMessageContent recebe em seu construtor a instância da classe HttpRequestMessage, que como sabemos, representa uma requisição HTTP, e devemos realizar a configuração dela como se estivéssemos fazendo a configuração para submete-la diretamente para o HttpClient, mas não é o caso.

private static async Task Run()
{
    using (var client = new HttpClient())
    {
        var requests = 
            new MultipartContent(“mixed”, “batch_” + Guid.NewGuid().ToString());

        requests.Add(
            new HttpMessageContent(
                new HttpRequestMessage(HttpMethod.Post, “http://localhost:4467/api/values&#8221;)
        {
            Content = new ObjectContent<string>(“Israel”, new JsonMediaTypeFormatter())
        }));

        requests.Add(
            new HttpMessageContent(
                new HttpRequestMessage(HttpMethod.Get, “http://localhost:4467/api/values&#8221;)));

        using (var br = await client.SendAsync(
            new HttpRequestMessage(HttpMethod.Post, “http://localhost:4467/api/batch&#8221;)
            {
                Content = requests
            }))
        {
            var responses = await br.Content.ReadAsMultipartAsync();
            var postResponse = await responses.Contents[0].ReadAsHttpResponseMessageAsync();
            var getResponse = await responses.Contents[1].ReadAsHttpResponseMessageAsync();

            foreach (var item in await getResponse.Content.ReadAsAsync<IEnumerable<string>>())
                Console.WriteLine(item);
        }
    }
}

É importante notar que uma das mensagens está postando o nome “Israel” para que seja adicionado à coleção, e logo na sequência, estamos empacotando também a chamada para o método Get, que deverá retornar todos os nomes adicionados. Finalmente, depois das requisições que desejamos realizar empacotadas no MultipartContent, então criamos uma terceira requisição (HttpRequestMessage) que levará em seu corpo as requisições POST e GET que configuramos e, como já era de se esperar, esta terceira requisição deve ser direcionada para o endpoint de batch que configuramos no serviço, que saberá como tratar esse tipo de mensagem.

Depois da requisição realizada pelo HttpClient e devolvida pelo serviço, podemos capturar através do método ReadAsMultipartAsync o conteúdo (resposta) da requisição que foi realizada para o endpoint de batch. Da mesma forma que a requisição, a resposta desta requisição também contém em seu interior a resposta para cada um métodos que foram empacotados, e justamente por isso, devemos recorrer à coleção chamada Contents, que através do índice podemos extrair cada uma das respostas que desejarmos.

Com toda essa configuração realizada, se interceptarmos a requisição e resposta podemos visualizar todo o trabalho sendo realizado pelo cliente e pelo serviço, e através das mensagens HTTP que foram trocadas, podemos confirmar todo o procedimento que está sendo realizado para garantir o envio e recebimento correto pelas partes.

[Requisição]

POST http://localhost:4467/api/batch HTTP/1.1
Content-Type: multipart/mixed; boundary=”batch_93565607-7bd6-4147-b2eb-27a6b35cd42a”
Host: localhost:4467
Content-Length: 402
Expect: 100-continue
Connection: Keep-Alive

–batch_93565607-7bd6-4147-b2eb-27a6b35cd42a
Content-Type: application/http; msgtype=request

POST /api/values HTTP/1.1
Host: localhost:4467
Content-Type: application/json; charset=utf-8

“Israel”
–batch_93565607-7bd6-4147-b2eb-27a6b35cd42a
Content-Type: application/http; msgtype=request

GET /api/values HTTP/1.1
Host: localhost:4467

–batch_93565607-7bd6-4147-b2eb-27a6b35cd42a–

[Resposta]

HTTP/1.1 200 OK
Cache-Control: no-cache
Pragma: no-cache
Content-Length: 360
Content-Type: multipart/mixed; boundary=”70d3b7ff-6b4c-41ca-aa72-3f2225c19344″
Expires: -1
Server: Microsoft-IIS/8.5
X-AspNet-Version: 4.0.30319
X-Powered-By: ASP.NET
Date: Wed, 20 Nov 2013 12:20:52 GMT

–70d3b7ff-6b4c-41ca-aa72-3f2225c19344
Content-Type: application/http; msgtype=response

HTTP/1.1 204 No Content

–70d3b7ff-6b4c-41ca-aa72-3f2225c19344
Content-Type: application/http; msgtype=response

HTTP/1.1 200 OK
Content-Type: application/json; charset=utf-8

[“Israel”,”Israel”,”Israel”,”Israel”]
–70d3b7ff-6b4c-41ca-aa72-3f2225c19344–

Detalhes sobre Tratamento de Erros no ASP.NET MVC

Desde as primeiras versões do ASP.NET MVC, a Microsoft criou um atributo chamado HandleErrorAttribute, que nada mais do que um filtro (de exceção) e tem a finalidade de interceptar todas as exceções que não são tratadas pelas ações “in-place”. E este filtro pode ser aplicado em nível de ação, de controller ou globalmente, no arquivo Global.asax e, este último nível, já vem configurado por padrão nos projetos ASP.NET MVC.

Este atributo garante com que qualquer exceção não seja exibida no navegador, apresentando aquela tela com detalhes do erro e que o usuário final dificilmente entende. Em sua configuração padrão, quando este atributo é acionado, ele redireciona o usuário para uma view chamada Error. Mas tanto o acionamento quanto a view a ser exibida pode ser customizada em qualquer nível, recorrendo às propriedades ExceptionType e View, conforme é mostrado no trecho de código abaixo. É importante dizer que este atributo pode ser decorado múltiplas vezes, possibilitando a seleção da view de acordo com a exceção que foi disparada.

[HandleError(ExceptionType = typeof(DivideByZeroException), View = “DivideByZeroException”)]
public class SiteController : Controller { }

Simplesmente o fato de existir este atributo decorado na ação, na classe ou globalmente, não é suficiente para acioná-lo, a não ser que configuremos a seção de customErrors no arquivo Web.Config. Esta seção está presente desde a primeira versão do ASP.NET, e agora pode e deve ser usada em conjunto com o atributo HandleErrorAttribute para garantir ou não o redirecionamento do usuário para a view desejada. A configuração mínima para o correto funcionamento deste atributo deve ser:

<configuration>
  <system.web>
    <customErrors mode=”On” />
  </system.web>
</configuration>

E uma vez que o atributo é adicionado, o ASP.NET passará a redirecionar o usuário para a view que exibirá a mensagem amigável. Só que além disso, o ASP.NET MVC faz captura o controller, da ação e da exceção que foi disparada, e configura a instância da classe HandleErrorInfo com todas essas informações referente ao erro que ocorreu, e a adiciona na propriedade ViewData da view que será exibida. Isso irá permitir capturar as informações para exibir na tela caso seja necessário informar ao usuário os detalhes do erro que ocorreu.

@model System.Web.Mvc.HandleErrorInfo

<html>
<head>
    <title>Error</title>
</head>
<body>
   

       

DivideByZeroException

       

            Controller: @Model.ControllerName

            Action: @Model.ActionName

            Exception: @Model.Exception.GetType().FullName

            Message: @Model.Exception.Message

       

   

</body>
</html>

É importante mencionar que o atributo HandlerErrorAttribute somente é acionado, por padrão, quando há erros de número 500 do HTTP. Para outros casos, como 401 (Unauthorized), ele não é acionado e, consequentemente, o erro é exibido para o usuário. Para garantir que seja apresentado, também de forma amigável, outros erros que não sejam do tipo 500, podemos recorrer ao customErrors especificando o erro e a respectiva página de erro que deve ser apresentada quando o mesmo ocorrer.

<customErrors mode=”On”>
  <error statusCode=”401″ redirect=”/401.htm” />
  <error statusCode=”404″ redirect=”/404.htm” />
</customErrors>

Para finalizar, é importante se atentar em casos onde uma determinada ação (que faz uso deste atributo) é utilizada também por uma aplicação Javascript, pois quando um erro ocorrer, neste cenário o que o cliente está esperando é uma mensagem do erro e não um redirecionamento para uma view. A ideia é que o erro seja tratado pelo próprio cliente (Javascript), que exibirá alguma informação para informar o erro. Uma opção aqui seria herdar da classe HandleErrorAttribute e avaliar se a ação está ou não sendo invocada por uma aplicação Javascript, e para isso, podemos recorrer ao header X-Requested-With, verificando se é igual à XMLHttpRequest, retornando um objeto do tipo JsonResult devidamente configurado.